sábado, 3 de março de 2012

COZINHAS DO BRASIL


Acho que nunca homenageei o nosso país no blog. Nossa gastronomia é tão rica, variada e saborosa que pega até mal não postar nossos pratos de vez em quando.
Aprendi que a Ambrosia é típica do Sul do Brasil, mas como tenho um pezinho em Minas e como o doce desde criança, confesso que ainda não me convenci disso. Para mim, ambrosia nasceu em Minas Gerais. Polêmicas à parte, vamos para a receita.


Ingredientes:
- 150g de açúcar;
- 150ml de água;
- canelas em pau q.n*;
- cravo q.n.;
- 02 ovos levemente batidos;
- 02 gemas;
- 300ml de leite;
- 10ml de vinagre (para formar grânulos no doce).

Numa panela, coloque o açúcar, o cravo, a canela e a água. Misture-os bem e leve-os ao fogo para formar uma calda grossa, mas não caramelada. Enquanto isso, junte o vinagre ao leite e reserve-os. Quando a calda engrossar acrescente os ovos e as gemas sem desligar o fogo para que eles talhem o doce. Adicione a mistura do leite e cozinhe em fogo alto mexendo ocasionalmente até formar grânulos. Tome cuidado para a calda não secar, pois a Ambrosia requer calda. Sirva o doce gelado, decorando como preferir. Na foto acima, eu fiz pingos no prato com uma calda de caramelo, e coloquei um pau-de-canela em cada copinho, como se fossem colherzinhas.

Lindo prato, não?
Beijos.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

RECEITA DA TERRINHA

Essa receita foi enviada pelo meu pai. Ele a encontrou numa revista de assuntos agropecuários há uns dois anos. Infelizmente não temos a fonte, mas quem souber pode me passar que vou ficar hiper agradecida!

Paella Caipira
Ingredientes:
- 500g de costela suína;
- 400g de lombo suíno;
- 500g de linguiça caipira;
- 02 tomates médios;
- 02 dentes de alho;
- 01 cebola média;
- 04 ovos;
- 01 maço de couve;
- 1/2 xícara de óleo de canola;
- 300g de arroz;
- 01 colher de sobremesa cheia de açafrão (o mesmo da galinhada);
- sal e pimenta do reino q.n.*

Colocar o óleo na panela, juntamente com a cebola e o alho picados. Frite-os um pouco e coloque a costela fritando-a também. Adicione o lombo e a linguiça e use o mesmo método. Depois de tudo frito, coloque os tomates picados e o açafrão. Junte o arroz, refogue-o, adicione água, sal e pimenta a gosto. Deixe no fogo até o arroz cozinhar. Decore com a couve refogada e os ovos fritos.

q.n. = quantidade necessária.

Essa receita já é famosa no restaurante Ipê do Castro's Park Hotel, em Goiânia. Quem quiser matar a curiosidade e tiver com uma certa preguicinha de ir para a cozinha, corre já prá lá e peça esse prato!

Bom apetite!



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

RESTAURANTE FRANCÊS



"Vista básica" durante o meu almoço.

Nesse domingo tive a oportunidade de conhecer um restaurante bem escondido em plena Rodovia Fernão Dias, em Vargem, pertinho de Bragança Paulista. Uns amigos nos indicaram o lugar dizendo ter uma ótima comida, alta gastronomia.
Saímos de Braga às 13:50h com o intuito de chegar ao local às 14:30h (o último horário para chegada de clientes). Chegamos às 14:32h, hehe, pois o local é de difícil acesso, passando por estradinhas de terra. Se possível vá com um carro 4x4 (rsrsrsrsrs)!
O restaurante tem um salão pequeno, sem ar-condicionado, mesas com toalhas, piso em pedras rústicas, nada sofisticado, mas bem aconchegante. A casa é a antiga residência do chef Francês, que há 15 anos já teve um restaurante em Bragança. A equipe é prestativa, eficiente e franca.
O grande destaque do local é a comida (afinal, prá que vamos a um restaurante, não é mesmo?). Estávamos em 5 pessoas, começamos com o couvert (fraco), composto de cesta de pães franceses e torradas, sardella de pimenta, mix de azeitonas temperadas e amendoins torrados. O maître não deixou que fôssemos direto para os pratos principais, nos sugeriu uma lula com um caldo delicioso e uma moussaka como entrada. Que por sinal estavam deliciosos! 



Duas pessoas pediram gnochi (receita especial, com 40% de parmesão), com camarões (eu fui uma delas). O prato estava delicioso e me surpreendeu, pois nunca como parmesão com frutos do mar. Havia um verdadeiro fundo de crustáceos compondo o molho. Perfeito!. 


Os outros pratos foram gnochi ai funghi (com a mesma receita do meu pedido), salmão com ervas e carré de cordeiro com alligot. 




Todos os pratos acompanhados de “mil-folhas” de batatas que pareciam massa folhada de tão finas e crocantes, couscous marroquino com passas e arroz branco. Comi a batata e provei o couscous, o primeiro estava um “manjar dos Deuses”, já o segundo, bem feito, mas básico.



Não consegui pedir sobremesa, mas uma pessoa pediu a torta de maçãs, que não era a tarte tatin, e dividiu com todos. É uma torta de massa amanteigada (menos que a massa podre), com maçãs filetadas por cima e recheio de crème brullée, acompanhada de sorbets caseiros de café e baunilha (MARAVILHOSOS!!!).
Sorry, mas a essa hora já nem me lembrava mais de tirar fotos. Estava extasiada com os sabores provados!
Após esse banquete precisávamos de digestivos, tomamos café (muito fraco e podia ser mais quente) e licor caseiro, feito no próprio restaurante, assim como os sorbets.
O custo-benefício do lugar é bom, mas precisa-se considerar que está no interior de São Paulo, e não na capital, onde os preços são abusivos. Três pessoas tomaram cerveja nacional e as outras duas refrigerantes. O valor saiu em média, R$75,00 por “cabeça”.
O valor dos pratos está na média, muitos até R$40,00 e outros mais sofisticados como cordeiro, peixes e camarões, acima de R$55,00.
Eu recomendo, e ainda voltarei lá!
Beijos!





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

COZINHA INVENTIVA – CRIAÇÃO DE SOBREMESA


Passei pela tão esperada aula de cozinha inventiva sem grandes traumas, mas até chegar lá, meu coração batia mais rápido a cada minuto que se aproximava. Ficava imaginando os ingredientes que poderiam estar disponíveis no dia, pensando em nomes mirabolantes para os pratos, combinações possíveis entre ingredientes, enfim, passei a semana bem ansiosa (mais que o normal, pois já sou exageradamente ansiosa!).
Na aula conseguimos criar 05 pratos, (o mínimo eram 03): uma entrada, um primo piato, um secondo e duas sobremesas. A sobremesa que irei compartilhar com vocês é a que fez mais sucesso entre o chef e os colegas, a outra ainda preciso adaptar para depois divulgá-la.
Entre os ingredientes obrigatórios, tínhamos:
- semolina fina;
- leite de côco;
- maçã verde;
- açúcar refinado.
Podíamos usar ervas e especiarias à vontade. Usei canela e cravo, mas também caberiam na receita cardamomo e anis.

Ingredientes: (quantidades adaptadas)
- 75g de semolina fina;
- 100ml de leite de côco;
- 50ml de água (para a polenta);
- 50g de açúcar refinado (para a polenta);
- 01 maçã verde;
- cravos q.n.*;
- 01 pau de canela;
- 100ml de água (para a compota);
- 50g de açúcar refinado (para a compota);
- especiarias q.n. (para a calda);
- 100ml de leite de côco (para a calda);
- 40ml de água (para a calda);
- canela em pó q.n. para polvilhar e decorar.

Numa panela grossa, misture bem o leite de côco e a semolina. Aos poucos, acrescente a água e cozinhe até a textura ficar como a de um purê puxento (parecido com o alligot). Divida a polenta em ramequins, taças ou outros potinhos onde irá servir (os individuais são bem delicados) e deixe esfriar. Se for demorar para servir, coloque-os dentro da geladeira cobertos com um filme plástico. Faça a compota com a maçã picada em cubos bem pequenos com a casca, o açúcar, a água, cravo e pau-de-canela, levando-os todos ao fogo baixo e cozinhando-os até as maçãs ficarem macias. Reserve. Faça a calda levando o leite de côco, a água, o açúcar e as especiarias escolhidas (eu usei somente cravo) ao fogo baixo. Deixe cozinhar por 03 minutos e desligue o fogo.

Montagem:
Sobre a polenta distribua a compota de maçã e por cima da mesma derrame a calda de leite de côco. Polvilhe canela em pó e sirva em seguida.
q.n. = quantidade necessária.




OBS 01: Sugiro a substituição da maçã por banana, pêra ou pêssego, prá quem não gosta da fruta.
OBS 02: Adicione uvas passas brancas e pretas à sua compota.

Modéstia a parte, não ficou linda? hehehe


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

APROVEITANDO O PÃOZINHO VELHO



Fiz um pão de nozes e guardei no freezer há uns dois meses. Semana retrasada resolvi tirá-lo e usá-lo no café-da-manhã, mas como somos somente dois em casa, sobrou bastante. Não podia congelá-lo novamente, então, na hora do almoço, cortei-o em fatias finas, derramei  fios de azeite al limone nelas, e espalhei alecrim e salsinha secas por cima, e ainda piquei uns cubinhos de queijo tipo polenguinho e coloquei sobre elas. Levei-as ao forno médio (220ºC) por cerca de 12 minutos e servi-as como entradinha.
Não é que o Marido aprovou e pediu repeteco?



Façam vocês também. Caso não tenham um pão especial como o que eu tinha, usem o próprio francês e façam as suas combinações de ervas. Podem usar tomilho, orégano....soltem a criatividade!
Beijocas.